Archive for julho 2013

Seja aprovado ou não pelo Congresso Nacional, o projeto apelidado de "Lei da Palmada", que proíbe os castigos físicos e tratamentos degradantes de crianças e adolescentes pelos pais, já vem provocando mudanças. Desde 2003, quando começou a ser delineado, bater nos filhos tornou-se uma atitude politicamente incorreta, em especial depois que psicólogos, psiquiatras e educadores passaram a questionar seus resultados como medida educativa. É óbvio que é praticamente impossível saber o que acontece dentro dos lares, mas, hoje em dia, quem desfere uns tabefes, em local público, é alvo imediato de olhares de reprovação –e pode ter de dar explicações ao Conselho Tutelar. Some-se a isso os vídeos caseiros de flagrantes de violência e uma patrulha informal está formada.
Para os especialistas em comportamento, no entanto, não é só bater que é prejudicial e traumático. "Educar não é fácil. Não nascemos sabendo ser pais. Apesar de os tempos terem mudado, costumamos seguir os modelos que já conhecemos, de nossos pais e avós", explica o pediatra Moises Chencinksi. "E, se não se bate mais, por ser politicamente incorreto, e de fato inadequado, busca-se outras formas de ‘opressão’ para ‘educar’: gritar, castigar, xingar, ofender, humilhar...", declara. E, por essa lógica, o próprio especialista questiona: quem gosta de ser humilhado? Quem aprende algo assim? Quem pode ser feliz sendo tratado dessa forma?


Na opinião da psiquiatra Ivete Gianfaldoni Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo, primeiro é preciso entender que bater em um filho com a pretensão de educá-lo ou corrigi-lo é um engano, já que está apenas a serviço da descarga de tensão de quem pratica a violência. "Mas xingar, humilhar ou gritar, além de colaborar para que as crianças cresçam com medo e a autoestima prejudicada, nos afastam delas", afirma. Para Miriam Ribeiro de Faria Silveira, diretora do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo, quando os pais gritam o tempo todo com a criança demonstram muito mais desequilíbrio do que autoridade. "O pior é que elas também começam a gritar e ficam ansiosas, angustiadas e com muito medo, pois, onde deveriam ter seu porto seguro e soluções, encontram pais desesperados em se fazerem obedecer", diz.


A psicóloga Suzy Camacho concorda que a violência verbal é tão agressiva quanto a física, principalmente se os gritos tiverem uma conotação de ameaça: "Uma hora eu sumo e não volto nunca mais!", "Ainda vou morrer de tanta raiva", "Seu pai vai brigar comigo por sua causa!". "Diante de frases como essas, as crianças se sentem responsáveis por coisas que não são", explica Suzy. Ela também destaca o efeito devastador que os rótulos têm para a autoestima: chamar o filho de preguiçoso, bagunceiro, inútil, por exemplo.  "Até os sete anos, a personalidade está em formação. Qualquer termo pejorativo pode marcar para sempre. Tente corrigir ou apontar a atitude, nunca uma característica", afirma. Exemplos? "Não gosto quando você deixa seu quarto desarrumado", "Você precisa prestar mais atenção no que eu falo" etc.


Para as crianças, a opinião dos pais e educadores a respeito de suas atitudes, da sua performance ou mesmo de seus atributos de beleza e inteligência são muito importantes na construção de uma personalidade. Ao perceberem que os pais não a admiram, elas tendem a se depreciar, o que pode culminar em casos de depressão, agressividade e fuga do convívio familiar. "Xingar e usar palavrões trazem consequências, pois é uma forma de depreciação. E como todas as crianças costumam copiar os pais, consequentemente, vão se comunicar dessa forma", diz Miriam Silveira. Já castigos cruéis despertam nas crianças a agressividade. "Nas mais extrovertidas observaremos atitudes hostis com adultos, com outras crianças e animais de estimação. Nas tímidas, as sequelas são angústia e ansiedade, sentimentos que podem impedir um desenvolvimento neuro-psíquico normal", diz Miriam.


Em muitos casos, a irritação e o cansaço causados por um dia difícil não conseguem ser controlados e o resultado acaba sendo a impaciência com os filhos. Os passos seguintes são a culpa, a frustração, a compensação para, no próximo dia, começar tudo de novo, num ciclo nocivo. Para os especialistas consultados por UOL Comportamento, a velha tática de contar até dez antes de tomar uma atitude drástica opera milagres. "Um adulto sabe que pegou pesado quando se sente angustiado. Dar um tempo freia essa sensação ruim e ajuda a esfriar a cabeça", conta a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria. "E se os pais, mesmo assim, extrapolarem, sempre recomendo pedir desculpas, porque um grito ou uma palavra mais pesada causa um abalo na segurança que o filho tem nos pais. Admitir que ficou triste com o que aconteceu, que estava bravo, que exagerou, demonstra respeito e ajuda a recuperar a confiança e o carinho", afirma ela. 
Dicas para não perder o controle
- Lembre sempre a idade da criança e não cobre dela um comportamento de adulto;

- Fale com a criança em um tom firme, sem gritar, e explique o motivo que o levou a chamar-lhe a atenção com linguagem adequada para a idade;

- Ao dar uma bronca, comece mostrando os pontos positivos da criança e depois fale sobre o que quer que ela mude;

- Respire fundo se perceber que vai perder a cabeça. Diga que gosta muito dela e que espera e dará chances de ela melhorar;

- Se castigar, procure tirar coisas que ela goste muito de fazer. Nunca use castigos físicos, crueldade ou ataques com palavras;

- Se necessário, adote uma punição que consiga mostrar à criança a gravidade de sua atitude. Não adianta ela obedecer aos pais apenas pelo medo, mas, sim, por entender o que seja o certo e o errado;

- Não se pune erro, mas transgressões. Se depois de analisar a situação a conduta for a punição, tenha sempre a certeza de que a criança sabe exatamente o que aconteceu, se foi intencional ou não. Para que a criança consiga distinguir certo e errado, ela precisa ser orientada.

- Pergunte-se: qual a gravidade do problema? Estou suficientemente tranquilo para essa avaliação? Essa é a hora ideal para eu resolver isso? Existe no momento alguém que possa resolver melhor essa questão do que eu?

Gritar, ameaçar e humilhar uma criança são atitudes tão nocivas quanto bater

Posted by : Andre
quarta-feira, 31 de julho de 2013
0 Comments
Não há idade para começar a desfrutar das alegrias da relação entre o homem e o cão. Muito pelo contrário, a convivência desde bebê com os animais domésticos pode trazer muitos benefícios para o desenvolvimento das crianças.

Segundo a psicóloga Daniella Freixo de Faria, a convivência com um cão ajuda a despertar a sensibilidade, a sociabilidade e a afetividade infantil. Por meio dessa amizade, os pequenos aprendem a respeitar e descobrem a importância da vida animal. Além disso, cuidar de um bichinho pode ensinar a lidar com responsabilidades.

Na hora de escolher o cão, o importante é dar preferência para os dóceis e pacientes. Segundo a veterinária responsável pelo Centro Veterinário Pacaembu, Adriane Heiko Tomimassu, a maioria das raças de grande e médio porte são indicadas para crianças. Animais muito pequenos, como os pinscher, não são uma boa alternativa, pois são frágeis e podem sofrer fraturas com os gestos nem sempre delicados dos pequenos.

Mesmo as crianças alérgicas não estão impedidas de conviver com cães. Nesses casos, o melhor é conversar com um pediatra antes de tomar alguma decisão. Ao contrário do que muita gente pode achar, não são os pelos do cão que provocam as reações alérgicas. Segundo a diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, Ana Paula Moschione Castro, as principais causas são as escamações da pele e a saliva, assim como os ácaros que se depositam no corpo do animal. Uma das recomendações é impedir que a criança alérgica durma no mesmo local que o animal. O pequeno também não deve entrar em contato com os locais de descanso do bicho, como sofás, tapetes e afins. Higiene e limpeza são necessários, mas dar banhos excessivos no cão não vai fazer diferença.

Se você está pensando em adotar ou comprar um cãozinho, veja, a seguir, as dicas da especialista sobre as raças que convivem bem com crianças.

Labrador
De porte grande, os labradores são muito dóceis e afetivos. Sua pelagem é curta e pode ser preta, caramelo ou chocolate. Pesam cerca de 30 quilos e tem o corpo robusto. Como tem muita energia, precisam se exercitar frequentemente. Eles adoram correr e nadar. São muito apegados aos donos e se aproximam das pessoas com muita facilidade. Esse é, inclusive, um dos motivos pelos quais eles são péssimos cães de guarda: gostam de todos, até mesmo de estranhos. São muito amigáveis com outros animais também.

Golden Retriever
Em tons creme ou dourado, a pelagem do golden retriever é longa e pode ser lisa ou ondulada. Com porte grande, ele pesa cerca de 30 quilos quando adulto. Como são muito inteligentes, aprendem truques e ensinamentos com muita facilidade. Podem viver em apartamento ou quintal, mas requerem exercícios regulares porque têm muita energia. Além disso, são muito afetivos, mantendo-se sempre por perto da família.

Boxer
O boxer é um cão de porte médio para grande, com corpo robusto e músculos fortes. Em geral pesa cerca de 30 quilos e tem pelagem curta em tons de branco, castanho ou tigrado. Seu focinho é achatado, suas bochechas são largas e caídas. Os olhos são acastanhados e expressivos, o que evidencia sua personalidade afetiva e sensível. Apesar de ser um pouco teimoso, é um cachorro fiel e de fácil adestramento. Costuma se apegar muito à própria família, mas estranha pessoas desconhecidas. Além disso, é vigilante e muito atento, como um típico cão de guarda.

Dálmata
Famosos mundialmente pelo desenho da Disney, os dálmatas são cães com pelagem curta e de cor branca e repleta de manchas. De cor escura, as pintas estão por todo o corpo, das patas até o focinho. De porte médio, pesa cerca de 25 quilos. Adoram correr e necessitam de exercícios frequentes. Além de muito dóceis, são extremamente fiéis e não costumam latir em excesso.

Shih Tzu
Com olhos escuros e arredondados, os Shih Tzus são cães dóceis, calmos e brincalhões. De porte pequeno, pesa cerca de oito quilos. Sua pelagem é longa e lisa, podendo ser marrom, branca, preta ou bicolor. Sua aparência é elegante devido aos pelos lustrosos, que necessitam de higiene semanal. Costumam ser muito companheiros e adoram brincar. Apesar disso, são independentes e geralmente não se incomodam em ficar algumas horas sozinhos.

Conheça cinco raças de cães dóceis com crianças

Posted by : Andre 0 Comments
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta terça-feira (23) que todos os malotes de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2013 receberão lacres com GPS para aumentar a segurança do exame.


Ao todo, 63,34 mil malotes serão distribuídos em 1.661 municípios do país neste ano. No ano passado, somente 10 mil dos 50 mil malotes foram lacrados e controlados pelo governo. As provas foram aplicadas em 1.632 cidades em 2012.



A prova que será realizada em 26 e 27 de outubro terá 7,173 milhões de participantes. O número de inscritos para a prova deste ano superou o recorde anterior, de 2012, que era de 5,971 milhões de candidatos.

  •  
CRONOGRAMA DO ENEM 2013
Início das
inscrições
13/05 (10h)
Término das inscrições
27/05 (23h59)
Pagamento
das incrições
Até 29/05
Taxa de
inscrição
R$ 35
Data das
provas
26/10 (13h - 17h30):
- ciências humanas
- ciências da natureza                    
27/10 (13h - 18h30):
- linguagens
- matemática
- redação
Divulgação do gabarito
Até dia 30/10
Resultado individual
Data a ser divulgada
Fonte: Inep
O Inep já havia anunciado a intenção de colocar lacre em todas as provas. Os dispositivos eletrônicos registram o horário em que as provas são lacradas nos malotes na gráfica e, posteriormente, o horário que eles serão abertos no local de aplicação das provas.
Ano passado, o instrumento foi usado em 10 mil malotes, menos de um quarto do total. Na época, foi feito um contrato de R$ 3,7 milhões para o fornecimento dos lacres. O Ministério da Educação informou que ainda não sabe o custo do equipamento para todos os malotes.


Segundo Mercadante, o objetivo é ter "total segurança" sobre o exame. "A vantagem é que tem total segurança, do momento em que o malote é aberto. Garante o sigilo. Esse ano em todos os malotes há lacres e o coordenador local sabe o momento de abrir."



Redação
O governo informou que ampliou o número de corretores de redação e que o rigor será maior. "É um dos exames mais transparentes do planeta. E o que fizemos para essa redação foi dar mais segurança ainda para o estudante."



Ele explicou que, além dos dois corretores que já avaliavam a redação até o ano passado, a partir deste ano haverá um terceiro corretor quando houve discrepância e, caso ele não resolva, a redação será avaliada por uma banca de três corretores.

O maior rigor na correção das redações já havia sido divulgado pelo governo. Na edição do ano passado, foram registrados casos de deboches nos textos, como receita de miojo e hino do Palmeiras, além de erros em provas com nota máxima.


Mercadante informou que um guia com informações aos estudantes será divulgado na segunda quinzena de agosto.



Vaga na universidade
Criado em 1998, o Enem tem suas notas usadas no processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para vagas em universidades e institutos federais. O exame já tinha sido adotado em sua totalidade por várias universidades de destaque como a UFRJ e UFF, e nesta edição substituirá os vestibulares da UFMG, UnB, UFJF, Ufes e UFRN, entre outras.
  
O Enem também é usado para o candidato pedir bolsa de estudos pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), solicitar benefícios do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), e obter certificado de conclusão do ensino médio. Também será usado nos programas de bolsa de estudos (Prouni) e de financiamento estudantil (Fies), entre outros programas do Ministério da Educação, como o Ciência sem Fronteiras.

MEC vai lacrar com GPS todos os malotes de provas do Enem

Posted by : Andre
terça-feira, 30 de julho de 2013
0 Comments
Dennis, o Pimentinha e o Menino Maluquinho são personagens que encantaram adultos e crianças durante os anos de 1980 e de 1990 principalmente pelas peraltices. Guardadas as devidas proporções, os discípulos desse garotinhos existem e costumam deixar os pais e mães sem saber o que fazer.

Especialistas alertam que é comum as travessuras dos filhos surpreenderem os adultos, mas eles precisam ficar atentos a sinais que indiquem a existência de um transtorno comportamental. A psicanalista infantil e professora da Universidade de Brasília (UnB) Maria Izabel Tafuri explica que as brincadeiras são imprescindíveis, pois "ajudam a criança a desenvolver a capacidade de atenção e a estimular a imaginação". Para identificar se um comportamento é típico ou extrapola o adequado, é importante ficar de olho em como os pequenos brincam:
— Eles precisam se divertir sozinhos e com outras crianças e devem ser assistidos durante esse período para que se perceba se existe um comportamento problemático.
Psicóloga e analista do comportamento, Maria Martha Hübner ressalta que algumas atitudes dos pais podem estimular o mau comportamento dos filhos. O que acontece é que muitas vezes os adultos dão mais ênfase aos erros da criança e deixam de valorizar o que ela faz de bom. Em outros casos, dão mais atenção para um filho do que para outro, o que pode gerar a necessidade de chamar a atenção pelas travessuras.
— Quando a criança faz algo errado, é melhor falar para ela parar e ter uma conversa rápida, explicando por que o comportamento não deve ser repetido. Dar muitos sermões e aplicar punições pode não ser eficiente — aconselha.
Segundo a psicóloga, é preciso avaliar o cenário em que o erro ou o excesso é cometido pela criança. A separação dos pais também costuma ser um período de comportamentos exagerados. Raros, os transtornos de conduta costumam ser resultado de excessos praticados inicialmente pelos pais, segundo Maria Martha. Uma criança com transtorno desafiador opositor (TDO) — quando é excessivamente respondona e reage negativamente aos estímulos — poder ter desenvolvido o problema em razão do exagero de ordens dadas pelos pais.
— Existem estudos que mostram que alguns pais e mães chegam a dar mais de mil ordens por dia aos filhos — diz a psicóloga.
Na opinião de Maria Martha, a escola exerce um papel importante no desenvolvimento infantil, porém, precisa melhorar no que diz respeito à aplicação de políticas mais inclusivas.
— Quando a criança não se comporta como deveria, a maioria das escolas ainda entende que ela tem um problema e pronto, sendo que seria melhor acolher o aluno — critica.
Para ela, é mais efetivo conversar e estabelecer uma interação mais próxima com a família para descobrir o que está causando um comportamento atípico. Esse é o caso do Instituto Natural de Desenvolvimento Infantil (INDI), que atua dentro da proposta de inclusão.
— Trabalhamos com a qualificação das relações humanas e tentamos ajudar a criança a entender seus sentimentos e saber expressá-los. A escola inclusiva tenta também respeitar as caraterísticas de cada aluno e ajudá-lo a se desenvolver dentro de suas condições — explica a diretora, Júlia Chaves.
O que fazer
O tratamento oferecido pela psicanálise baseia-se na procura pelos estímulos que causam os comportamentos inadequados. A intenção é analisar os momentos críticos da vida da criança e descobrir o que estimula o comportamento. De acordo com a psicóloga Maria Izabel Tafuri, não adianta tentar resolver o problema por meio da medicação. É importante investir na terapia familiar. Os remédios, como a Ritalina, têm sido indicados às crianças de forma abusiva, observa Tafuri.
Fique de olho
Confira quais são os principais transtornos infantis diagnosticados por especialistas
Hiperatividade
— O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) tem maior incidência na infância e na adolescência — é presente em cerca de 5% da população em idade escolar. Os principais sintomas são dificuldade em manter o foco de atenção e/ou manter-se quieto
Ansiedade de separação
 — Ansiedade excessiva envolvendo o afastamento de casa ou dos pais. A criança acha que vai se perder e tem medo de nunca mais ver os pais
Falta de limites
 — É o transtorno desafiador opositor (TDO), que tem padrão persistente de comportamentos desafiadores e hostis. Os pequenos são bastante respondões e costumar dizer não a pedidos e estímulos feitos pelos adultos

Exageros e regularidade de travessuras podem sinalizar distúrbios nas crianças

Posted by : Andre
segunda-feira, 29 de julho de 2013
0 Comments
Reformular o jeito de ensinar é um dos maiores desafios da educação. Este fazer diferente já ocorre em diversas escolas, que têm provado que o método tradicional de ensino pode ter dado muito certo no passado, mas está longe de atender aos an

seios de um universo no qual crianças crescem tendo as novas tecnologias como companheiras.
Para marcar a segunda fase da campanha do Grupo RBS e da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho A Educação Precisa de Respostas, foram elencados cinco eixos para motivar a sociedade em busca de educação qualificada.
O exercício foi baseado nas metas do movimento Todos pela Educação e realizado com a ajuda de especialistas.
Mozart Neves Ramos, conselheiro do movimento, aposta que a essência da educação está em tornar a carreira do magistério objeto de desejo. No Brasil, um professor ganha 40% do que recebem outros profissionais, segundo estudo do pesquisador Marcelo Neri.
— Falta um plano de carreira, vinculado à formação continuada e aos resultados em sala de aula e não ao tempo de serviço — diz Mozart.




Professores do século 21

A preparação do professor para a sala de aula é o processo mais urgente e mais desafiador para o salto na qualidade da educação que se sonha.
Até alguns anos atrás, eram formados apenas no curso Normal — o equivalente ao Ensino Médio — e preparados para o magistério. Entretanto, viu-se a necessidade de as faculdades de pedagogia formarem aqueles que iriam pensar o futuro da educação. Muitos cursos de magistério foram deixando de existir.
— É por isso que até hoje a faculdade é muito mais teórica do que prática. Isso faz com que os professores cheguem na sala de aula e não se sintam preparados — diz Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento Todos Pela Educação.
FINLÂNDIA: RECRUTAR OS MELHORES
Os melhores sistemas de educação do mundo colocam os professores em igualdade com as demais profissões, estimulando o orgulho profissional. Para isto, atraem os melhores alunos para se tornarem professores, lembra o físico alemão Andreas Schleicher, responsável pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Países como a Finlândia recrutam os seus professores a partir de uma nata dos 10% melhores graduados. 


Em segundo lugar, eles fazem com que sejam professores na prática, através, por exemplo, de treinamento em sala de aula, desenvolvimento de líderes escolares fortes e permitindo que os professores propaguem seus conhecimentos e suas inovações. Professores de Cingapura, lembra Schleicher, tem cem horas de formação, desenvolvimento profissional pago integralmente a cada ano. Em terceiro lugar, os melhores sistemas de educação colocaram em prática incentivos e sistemas de suporte diferenciados para garantir que cada criança seja capaz de se beneficiar de excelente instrução. São professores que usam os dados para avaliar as necessidades de aprendizagem de seus alunos e ampliam seu repertório de estratégias pedagógicas.

Qualidade versus quantidade
Na busca pelo equilíbrio entre a qualidade do ensino e a quantidade de tempo na escola, o professor é a peça mais importante. O movimento Todos Pela Educação entende que o tempo é importante, mas não quer dizer que haja a necessidade de turno integral para todos. Os mais pobres e as escolas com Ideb mais baixo devem ser priorizadas.
Eduardo Shimahara, que participou do projeto Volta ao Mundo em 12 Escolas, em busca de histórias inspiradoras, acredita que a aprendizagem não se dê mais no contexto da sala de aula formal. Engenheiro, lembra que a melhor aula do curso ocorreu no boteco:
— O professor de termodinâmica explicava como funcionava o circuito de calor no corpo humano no momento em que a pessoa ingeria a cerveja.
Eduardo lembra que quando visitou a Green School, na Indonésia, ficou estarrecido a primeira vez que viu um professor de ciências correndo no meio da floresta com várias raízes na mão e um monte de alunos atrás dele:
— Perguntei o que era aquilo. Ele respondeu que o papel dele era simplesmente fazer com que os alunos olhassem para a natureza e falassem: "Uau".
SÃO PAULO: AO ENCONTRO DO ALUNO
Em escolas como a Politeia, em São Paulo, é a criança quem escolhe o tema, e os professores vão fazer de tudo para que aquele assunto vire o centro do conteúdo. Eduardo cita o caso de uma menina apaixonada por pets, e essa paixão, comum a muitos da mesma idade, foi alimentada na escola. Assim, ela descobriu conceitos de cidadania, que tem gente que maltrata animais, que a primeira viagem ao espaço foi com a cadela Laika, em 1957, e que naquele período também ocorreu a Guerra Fria. Foram sendo trazidos exemplos e assuntos de acordo com o interesse do aluno. Isso também estimula que sejam feitas pesquisas em casa por conta.
Evasão escolar e repetência
O berço da repetência é a não-aprendizagem. Priscila Cruz diz que os anos finais dos ensinos Fundamental e Médio têm o currículo desconectado da realidade do aluno. Isso faz com que se distancie.
O uso de tecnologia pode ser uma das saídas para uma aula mais próxima da realidade. Distribuir tablets pode ser uma boa prática, mas não vai resolver todos os problemas se o professor não estiver preparado para usar o equipamento.
— A sala de aula é uma rede de pessoas conectadas. Não tem mais espaço para o professor que apenas empurra conhecimento, ele tem de ser um facilitador. Isso mexe com a zona de conforto, vai em cima da crença de que o professor é o centro das atenções — diz Eduardo Shimahara.
Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), não crê que só tecnologia seja capaz de mudar a qualidade:
— Esses mecanismo de que as pessoas aprendam sem questionar, sem refletir, são mediados por tecnologia. Tenho restrições quando as pessoas dizem que vão colocar tecnologia para mudar a qualidade da aula. Pode piorar muito, inclusive.
NOVA YORK: APRENDER JOGANDO
Na Quest to Learn, escola pública de Nova York, os alunos aprendem desenvolvendo estratégias e criando os próprios jogos eletrônicos. A escola vive com os mesmos recursos que as demais, contando apenas com oito profissionais extras, especialistas em games e em currículo, que dão suporte aos professores. 


Os jogos são apenas um pano de fundo para apresentar conteúdos, como física, história, geografia. Se o jogo é sobre vikings, a criança vai se interessar em saber quem são eles. Perguntas como essas instigam as crianças a investigar. Para Shimahara, este é um exemplo de como trabalhar com as novas tecnologias e também tornar a aula mais atrativa, conectando a criança com o conteúdo de aula.

Família comprometida
Para tornar a educação mais consistente é preciso que a sociedade e a família se engajem. Sem isso, não tem como convencer prefeitos e governadores.
— As pessoas deveriam evitar de reeleger quem fez má gestão na educação, uma sociedade que valoriza a educação participa da escola e atua em casa para complementar o trabalho do professor — argumenta Priscila Cruz, do Todos Pela Educação.
As escolas que vão melhor no desempenho dos alunos no relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) são as que trabalham o ambiente em torno da instituição.
BOM PRINCÍPIO, PIAUÍ: DESTAQUE NACIONAL
A escola municipal Bom Princípio, no Piauí, não tem um único dono. É de todos. Localizada em Teresina, não tem biblioteca, nem laboratório de informática. Só existe um computador, sem internet. Mesmo assim, se tornou uma das melhores escolas públicas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental do país. No Ideb de 2011, teve nota 7,7.
O diferencial está, segundo a diretora pedagógica Iraneide Nascimento, na ajuda mútua entre os 329 alunos e seus pais, funcionários e professores. As responsabilidades pela educação são dividas. Os pais passaram a ajudar na manutenção e na limpeza da escola. No contraturno, as mães entram na sala de aula para ajudar no dever de casa.
Gestão educacional
Supervalorizar planos e deixar a execução a desejar é uma das características do Brasil, reforça Priscila Cruz. O sociólogo suíço Philippe Perrenoud acrescenta que países não costumam prever cenários.
— Que educação temos que dar para preparar para a vida? Sabemos o que o jovem vivenciará em 2035? Prever as competências que os jovens necessitarão no futuro é prever catástrofes. A escola só tem sentido se ela antecipar, se apresentar cenários — disse ele no final de maio durante o 5º Congresso Internacional de Educação de Gramado.
PORTUGAL: INOVAÇÃO NA ESCOLA DA PONTE
A Escola da Ponte é uma escola pública portuguesa. O projeto teve início em 1976, uma das primeiras rupturas com a escola tradicional: alunos participam do processo de gestão e são realizadas assembleias nas quais trazem sugestões e soluções. Lá, a escola são as pessoas, e as pessoas são os seus valores e os seus valores postos em prática são projetos, segundo o seu fundador, José Pacheco:
— Não era possível continuar tendo aula, prova, séries, isso é a escola do século 19. Na Escola da Ponte, não tem ano, diretor, turma, horário. É esta a integração que se espera para o século 21.
No Brasil, mais de cem escolas se inspiram na Ponte. O criador participa em Cotia, em São Paulo, da implantação da Escola do Projeto Âncora, onde cinco professores cuidam de 400 alunos.

Cinco caminhos para construir a educação do futuro

Posted by : Andre 0 Comments
Dados da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização), realizada pelo Movimento Todos Pela Educação, revelaram que o Rio Grande do Sul está acima da média nacional em todos os quesitos avaliados pelos testes: proficiência em leitura, escrita e matemática.

Confira a íntegra da pesquisa:
Os números divulgados nesta terça-feira mostram que, no Estado, são 35,2% das crianças que possuem um grau de escrita condizente com a faixa etária, 39,8% demonstraram ter conhecimentos adequados de matemática e 52,3% conseguem ler de acordo com o que se espera para a idade. As mesmas médias no Brasil foram, respectivamente, 30,1% em Escrita, 33,3% em Matemática e 44,5% em Leitura.
Apesar de estar entre os melhores índices do Brasil, o Estado está longe de cumprir a meta estabelecida pelo movimento Todos Pela Educação de todas as crianças plenamente alfabetizadas até os oitos anos ou até o 3º ano do Ensino Fundamental, a ser cumprida até 2022 .
Esta é a segunda edição da Prova ABC. Nesta edição, aplicada no final de 2012, foram avaliados 54 mil alunos de 1,2 mil escolas públicas e privadas distribuídas em 600 municípios brasileiros. Metade da amostra é de alunos do 2º ano e a outra metade do 3º ano, ano considerado limite para a alfabetização de acordo com o recém-lançado Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic).
Os resultados da nova edição da Prova A
BC não são comparáveis com os da anterior, pois as duas edições da prova foram realizadas em momentos diferentes da trajetória dos alunos. A Prova ABC de 2011 foi aplicada para alunos que tinham concluído com êxito o 3º ano e já estavam no 1º semestre letivo do 4º ano do Ensino Fundamental, enquanto a edição de 2012 foi aplicada a alunos do 2º e 3º anos, ao final do ano letivo.
A Prova ABC é uma parceria do movimento Todos Pela Educação, da Fundação Cesgranrio, do Instituto Paulo Montenegro/Ibope, e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

A prova tem como objetivo avaliar a qualidade da alfabetização dos alunos nos primeiros anos do Ensino Fundamental e esta será a última edição, uma vez que o Ministério da Educação já anunciou um instrumento próprio de avaliação do desempenho dos alunos, a ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização) a ser aplicada ainda nesse ano pelo INEP e conforme previsto nos termos do Pnaic, lançado em dezembro de 2012.

RS está acima da média nacional, mas longe dos objetivos para a alfabetização

Posted by : Andre 0 Comments
O governo federal vai lançar o Sistema de Seleção Unificada para Cursos Técnicos (Sisutec). O objetivo é selecionar alunos para vagas de cursos técnicos, nos mesmos moldes do Sisu. As inscrições começam em agosto. A informação foi dada pela presidente Dilma Rousseff, em entrevista ao programa semanal 'Café com a P
residenta'.
A criação do sistema se dará por meio de portaria, que deve ser publicada no 'Diário Oficial da União' nos próximos dias, segundo o Ministério da Educação.
Como no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) , os estudantes que se inscreverem no Sisutec serão selecionados com base na nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Institutos federais de educação, ciência e tecnologia, instituições do Sistema S, escolas técnicas das redes estaduais e universidades informarão o número de vagas disponíveis no cadastro do Sisutec. O estudante terá acesso on-line ao cadastro para em seguida fazer a inscrição, com a indicação da escola e do curso de preferência.

Governo cria 'Sisutec' para selecionar vagas em cursos técnicos

Posted by : Andre 0 Comments
O Brasil conquistou quatro medalhas na 54ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês), em Santa Marta, na Colômbia, e ficou em 28º lugar na classificação geral. O evento, que reuniu 528 estudantes de nível médio de 97 países, terminou neste domingo (28).
Brasil participa da competição desde 1979 e acumula desde então um total de 105 medalhas, sendo 9 de ouro, 30 de prata e 66 de bronze, o que o torna o país latino-americano com maior número de medalhas na competição. No próximo ano o evento acontecerá na cidade de Cape Town, na África do Sul.Rodrigo Sanches Ângelo (SP), Rafael Miyazaki (SP) e Victor Reis (PE), foram os mais bem colocados do Brasil, conquistando as medalhas de prata, enquanto Franco Severo (RJ), obteve o bronze. Os estudantes, Alessandro Pacanowski (RJ) e Victor Bitarães (MG) receberam menções honrosas na competição. A equipe foi liderada pelos professores, Edmilson Motta (SP) e Onofre Campos (CE).
Estudantes no primeiro dia de provas (Foto: IMO 2013/ Patricia Socarrás)
Estudantes no primeiro dia de provas
(Foto: IMO 2013/ Patricia Socarrás)
A competição
A Olimpíada Internacional de Matemática, que ocorre desde 1959, é a mais prestigiada e concorrida competição do gênero no mundo. Os objetivos do evento são descobrir, estimular e desafiar jovens talentos para a matemática, fomentar relações internacionais de amizade e criar uma oportunidade para o intercâmbio e informação sobre o estudo da disciplina entre os países participantes. 

Nesta edição, participaram estudantes dos ensinos fundamental e médio com idades entre os 15 e 18 anos. Durante a competição, os jovens enfrentaram duas provas realizadas nos dias 23 e 24 de julho. Em cada dia, os concorrentes tiveram quatro horas e meia para resolver três problemas de matemática, inéditos, propostos pelos países participantes e selecionados por um júri internacional, composto por 95 professores líderes.
Os problemas da prova incluíram as disciplinas da álgebra, teoria dos números, combinatória e geometria. Cada problema vale sete pontos, que somados dão a pontuação final para a obtenção das medalhas. Este ano não houve nenhum estudante que atingisse os 42 pontos, pontuação individual máxima possível na disputa.
Durante os dias 25 e 26 o tribunal de coordenação integrado por 51 especialistas que foram indicados pelo país organizador realizou as correções dos problemas resolvidos pelos competidores. Esta correção de exames implica que os líderes e vice-líderes de cada delegação avaliem e defendam as soluções dos seus estudantes ante o tribunal, trabalho que foi fundamental na obtenção dos resultados da equipe brasileira.
Como participar da IMO
Os estudantes que representam o Brasil na IMO são selecionados pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), competição realizada anualmente nas escolas públicas e privadas em todo o país. Para integrar a equipe, os jovens passam por um intenso processo de seleção, que considera a colocação conquistada na disputa nacional, além dos resultados obtidos em cinco provas seletivas e de listas de exercícios que são resolvidas ao longo de seis meses.

Para participar da OBM, o cadastro deve ser feito pela escola diretamente no site da competição, entre os meses de março e abril de cada ano. Depois, os alunos interessados devem fazer a inscrição com o professor responsável em cada escola.

Brasil conquista quatro medalhas em mundial de matemática na Colômbia

Posted by : Andre 0 Comments
O candidato que tenha ficado fora das duas convocações já realizadas pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) tem até esta segunda-feira (29) para aderir a lista de espera pelo site do Prouni.
A lista estará disponível para consulta pelas instituições de educação superior integrantes do programa em 1º de agosto. No dia seguinte, será feita a primeira convocação. O candidato selecionado terá até o dia 7 do mesmo mês para a comprovação dos documentos e matrícula. Em 12 de agosto, será feita a segunda convocação. O prazo para aferição dos documentos e matrícula vai até o dia 15.
No processo seletivo deste segundo semestre, o Prouni registr
ou o total de 436.941 candidatos a bolsas. O número de inscrições chegou a 844.864 — cada estudante pôde fazer até duas opções de curso.
Foram ofertadas 90.045 bolsas — 55.693 integrais — em instituições particulares de educação superior. Puderam concorrer a bolsas os estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtiveram no mínimo 450 pontos de média e nota na redação que não tenha sido zero.
Criado em 2005, o Prouni oferece bolsas de estudos em instituições particulares a estudantes egressos do ensino médio da rede pública. Também são atendidos bolsistas integrais oriundos da rede particular. Para a bolsa integral, o candidato precisa comprovar renda bruta familiar, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo. Para a bolsa parcial, de até três salários mínimos.

Prazo da adesão à lista de espera do Prouni termina nesta segunda

Posted by : Andre 0 Comments
Brasília - Mais de 49,3 mil escolas públicas em todo o país têm atividades em período integral. A expectativa é que até o ano que vem sejam 60 mil. No turno complementar, além de acompanhamento pedagógico obrigatório com aulas de reforço escolar em matemática, português, ciências e uma língua estrangeira, os alunos podem praticar esportes e participar de atividades culturais, que ajudam a melhorar a disciplina e a concentração.
“Nossa prioridade tem sido as escolas onde estão as crianças mais pobres, que são aquelas que recebem o Bolsa Família”, disse hoje (29) Dilma Rousseff, durante o programa Cafécom a Presidenta.
Segundo ela, a educação em dois turnos é importante para o aluno, para a família do aluno e para todo o país, pois o modelo ajuda no aprendizado de crianças e adolescentes. “Nenhum país do mundo chegou a se transformar em uma nação desenvolvida sem que as crianças tenham dois turnos na escola, nos colégios”, ressaltou.
Estudantes de 19,7 mil escolas rurais também participam do programa de ensino em dois turnos. Nessas escolas, além das atividades oferecidas nas demais escolas, os alunos ainda têm aulas ligadas à realidade do campo e da agricultura.
Só este ano, o governo federal já investiu R$ 1,8 bilhão no programa de educação integral. A maior parte dos recursos é repassada diretamente para a escola contratar monitores e professores, comprar material e preparar os espaços para receber as crianças nas atividades do chamado contraturno. O Ministério da Educação também repassa às prefeituras recursos para garantir alimentação de quem fica o dia todo na escola.

Até 2014, Brasil deve ter 60 mil escolas públicas com aulas em período integral

Posted by : Andre 0 Comments

- Copyright © 2013 Professores Juvêncio Terra - Shiroi - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan -